Sunday, May 21, 2017

Aquisições Recentes... Parte 2!!

Quando junta dia de pagamento e folga prolongada, muitas vezes o resultado é desastroso. Mas eu bem que tento segurar e controlar a tentação.

Livros: Faz um bom tempo que não compro livro pra ler. Aliás, faz MUITO tempo que não leio livros, fico nos mangás, e já viu, né? Recentemente, abriu uma parte nova ao lado da estação de Nagoya, o Towers Gate, e nela uma livraria a perder de vista, porque tem tudo (ou quase, vai), a Sanseido Books. Como estou na fase em que tenho que me dedicar aos estudos se eu quiser mudar de vida, além de eu ter comprado um livro de formas gramaticais em japonês, adquiri dois livros em inglês (preciso prestar o TOEIC de novo) - "Confissões" de Kanae Minato (que depois virou filme) e "Uma Equação de Verão" (tradução literal) de Keigo Higashino (virou filme também, da série "Meitantei Galileo"). Embora eu tivesse assistido ambos os filmes, ler a versão original nunca fez mal. Mas já aviso: livros traduzidos para o inglês sai caro...


Condimentos e outras coisas mais: Quando morava em Kisarazu, de vez em quando eu ia no Mitsui Outlet que ficava a 30 minutos de ônibus, e comprava algumas coisinhas na loja Kuzefuku, especialmente molhos a base de maionese para usar com carnes e saladas. Mas depois vim parar em Inazawa e nem lembrei de procurar. Aproveitei o feriado de Golden Week para bater perna, encontrar com azamiga e ver o que tem de bom. Encontrei a loja St. Cousair, que aliás, é o nome comercial da rede Kuzefuku!!! Reconheci por causa do formato das conservas.

Os produtos são naturais, e bem condimentados. Comprei molho pra yakiniku, maionese com ervas e molho de cebola e mostarda, e um pote de nozes e frutas secas para comer com cereal (tentativa fail de ser saudável).


LUSH: Volta e meia adquiro produtos desta marca, que são produtos aprovados pelos veganos e não fazem teste em animais. Os meus favoritos são o xampu em barra para tentar eliminar caspa (que nessa época do ano resolve aparecer *chora*), o spray para não ressecar a pele do rosto (o "Breath of Fresh Air") e a máscara facial e esfoliante Mask of Magnaminty, um dos mais procurados. O produto deixa com minha pele mais macia e sensação de frescor. Só tenho que tomar cuidado para não comer, porque o produto é feito com feijão azuki moído com menta...

Se estiver em dúvida sobre qual produto usar, as atendentes fazem um teste em sua pele para sentir a textura.


Fotos: todas da autora.

Saturday, May 20, 2017

Quando você lê o mangá por causa do filme/anime (ou vice versa)

Confesso: muitos dos mangas que tenho/li foi devido a um filme/anime/whatever que saiu, assisti e fiquei curiosa em saber como é o manga (porque muitos filmes/animes são baseados nos mangas, podem chamar de falta de criatividade dos roteiristas, mas muita gente quer saber como seria um live action disso, há controvérsias...).

Monday, May 15, 2017

[Ponto de Vista] A Necessidade de Kouhais em Qualquer Coisa. Ou não.

ATENCAO!!! O TEXTO A SEGUIR E' O QUE A AUTORA PENSA, NAO INFLUENCIANDO OS DEMAIS E NEM SENDO INFLUENCIADA. APENAS A OPINIAO DA PROPRIA. 

Antecipadamente, peço desculpas aos leitores caso o texto ofenda ou gere raiva, mas não é minha intenção. Só quero que pensam e reflitam, porque isso não se aplica somente aos fãs da JE, mas de qualquer agência de talentos. 


Vamos lá que acho que o texto vai ser longo... Meio que um desabafo, sabem? Melhor, não sabem.

Sunday, May 07, 2017

[Cine Pipoca] "Close-Knit" ("Karera ga Honki de Amu toki wa,") (2016)



Tomo é uma menina de onze anos que é neglicenciada pela mãe Hiromi. A menina acaba indo morar com o tio Makio, que divide a residência com Rinko, que trabalha em um asilo. Apesar de uma vida nada convencional (Rinko é transgênero), Tomo sente o que é viver em família, tendo alguém que realmente se importa com ela.

Sunday, April 30, 2017

Sobre o 24 Hour Television...




Nota da autora: Se tem um assunto que eu lembro na hora e depois vou deixando até que, quando eu lembro já é tarde demais, é sobre o programa anual 24 Hour Television que é transmitido em tempo real no último final de semana de agosto.

Já havia comentado um pouco sobre o evento uns anos atrás, mas depois fiquei procrastinando e quando dei por conta, já teve muita gente fazendo o mesmo, então achei melhor deixar pra gente que manja dos paranauês e tem mais tempo disponível que eu.

Daí no início deste mês, o FB me fez o favor de relembrar de antiguidades e numa dessas foi o anúncio do 24 Hour Television de 2015, daí que me caiu a ficha - é mesmo: estamos em abril e ainda nem comentaram nada sobre o programa. Foi quando no dia 15 de abril, durante o programa "Arashi ni Shiyagare", que foi um especial de 3 horas, que fizeram o esperado anúncio (como nesse dia eu tive que ir trabalhar, fiquei sabendo no Twitter graças as amigas Michelle e Andrezza, que não dormem no ponto e ficam com um olho na telinha e outro no celular).




Sim, ninguém está delirando - os main personalities do 24 Hour Television de 2017, a 40a. edição, serão os três newcasters da NTV (na foto, da esquerda pra direita) Keiichiro Koyama, Sho Sakurai e Kazuya Kamenashi. 

Daí teve gente menos avisada (ou menos atualizada, tanto faz) que surtou nas redes sociais achando absurdo colocarem os três rapazes da JE de grupos diferentes (vide legenda na foto), ou pior: "MAS DESDE QUANDO O KEICHAN E A TARTARUGA, aka Kamenashi, SAO APRESENTADORES DE TELEJORNAL BLABLABLA...????" *aquelas pessoas que só acham que o Sakurai era o único da JE que apresenta telejornal* 

Vamos lá: 

- Pra quem não sabe, Keiichiro Koyama desde 2010 era membro ocasional do telejornal vespertino da NTV, o "news every" (aparecia uma vez por semana), mas desde 2014, ele passou a ser membro regular e quase diário do programa (só às sextas que não). Outro detalhe que, além do telejornal, apresenta junto com o grupo NEWS o programa "Shonen Club Premium" (semanal) e o "News no Futari" com o colega Shigeaki Kato. Sozinho, apresenta o programa de entrevistas "Chikara Uta". Além de ter se formado em História e Geografia, com especialização em História Oriental, na Meiji University. Talvez para muita gente no Brasil que lembra do Keichan, ele foi aquele que quase se perdeu no meio da Amazônia para instalar uma antena parabólica (a pedido de um programa de TV).

- Kazuya Kamenashi praticava baseball desde criança, e se não tivesse entrado na JE, teria se profissionalizado e provavelmente estaria no exterior, pois recebeu convite para jogar - se não me engano, no México. Apesar disso, ainda mantém o hábito e sempre que pode, participa nos jogos em times japoneses e nos eventos da agência. Apresenta semanalmente o programa esportivo "Going! Sports and News", na emissora NTV, desde 2010. Recentemente, esteve no Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos. 

(Agora, sobre o Sakurai, a gente dispensa comentários porque muita gente já sabe muito dele, então seria chover no molhado.)

Como eu havia mencionado no Twitter horas antes de saber quem seria o main personality do ano: "Seja quem for o main personality no 24 Hour TV de 2017, que façam um ótimo trabalho e vamos apoiar, porque se trata de evento de caridade". O que eu quis dizer com isso? E' que desde faz algum tempo, dependendo quem for o main personality, ou ficam exaltadas demais ou descem o pau rapidinho. Só que esquecem o REAL motivo do programa. E vai tentar explicar...




Desde que eu comecei a assistir o programa, na verdade eu conseguia só assistir o primeiro dia (na época, eu trabalhava aos domingos e folgava aos sábados), ao menos eu conseguia pegar uma boa parte, que era o dorama especial baseado em fato real. Mais recentemente consigo assistir os dois dias, que além do dorama e participação ao vivo nos programas da emissora, tem a parte da viagem aleatória, ajudando pessoas especiais, etc., o que vale a pena. Só que infelizmente algumas pessoas não pensam dessa forma - querem saber quem vai ser o main personality e se for do agrado, apoiam, se não, destratam até dizer chega.

Seja como for, quem for - que o programa 24 Hour Television continue mantendo o que sempre foi o objetivo: ajudar os menos favorecidos e fazer um mundo melhor. 

(Em breve, espero fazer algumas postagens sobre o evento, curiosidades e outras coisas mais.)


Monday, April 17, 2017

Aquisições Recentes

... ou mais conhecido como "a hora da futilidade inútil".

Têm horas que eu tento não ser compulsiva e sair comprando tudo o que eu vejo, porque preciso economizar no que posso e ainda bem que, quando recebo o suado dinheiro no final do mês, depois que pago as contas e abasteço a despensa, o que sobra, parte vai pro piggy bank e parte pros meus gastos particulares. Se bem que de um bom tempinho pra cá, o que eu compro, geralmente estava com 90% de desconto, leve dois e pague um e ganhe desconto, e por aí vai.

Dependendo do produto, já cheguei a pagar o preço original...

Quem me acompanha no Instagram ou no Twitter, já devem ter visto alguns estragos que andei fazendo, mas tenho consciência do que estou fazendo. Muitos dos itens são úteis, mas alguns, bem...

Sunday, April 09, 2017

Desligue a mente, relaxe e deixe fluir...



O que muitas vezes eu tento fazer nos meus dias de folga é descansar. Em todos os sentidos.

Porque não é fácil levar uma vida de segunda a sexta, oito a dez horas de trabalho diário, em pé, aguentando toda a sorte do que pode acontecer durante o dia todo. Aí você quer tentar se distrair nas redes sociais, mas a vontade de fechar a janelinha do site é imediata, de tanta gente destilando ódio e raiva na timeline. Assim desanima até os mais otimistas de plantão.

Minha amiga Mina havia dito uma vez: "Mente vazia, oficina do diabo", um ditado popular que significa "não tem o que fazer, só pensa e fala bobagem". Pior que convivo com gente assim (no trabalho e nas redes sociais).

Quando eu falo em descansar, subliminarmente digo "quero me desligar do trabalho", ou seja, se tenho meus dias de folga, eu tiro para organizar minhas coisas, ler algum livro, testar receita nova, limpar a casa, assistir meus programas favoritos (algo que está sendo raro com esse meu horário de trabalho maluco), ir ao cinema, ir bater perna por aí, andar de bicicleta, ir numa cafeteria descolada, marcar encontro com azamiga, fazer algum curso por hobby ou pra aprender algo de útil, enfim. Ok, dormir pra relaxar também conta, mas infelizmente eu tenho hora certa.

Sobre eventos, filmes e similares, eu tenho que ficar mais atenta nas programações da região, ainda mais que a gente consegue encontrar quase tudo via internet, algo que eu deveria usar muito mais, já que facilita e como facilita...

O que me decepciona em muitas pessoas é que elas reclamam muito e nada fazem. Certo, eu também reclamo, mas existem pessoas piores. Não conseguem aproveitar as oportunidades que aparecem, não procuram saber da existência de muitas coisas e ficam chorando pelos cantos. O mais chato é que acaba sobrando pra gente que nada tem a ver com os problemas dos outros. Por isso que procuro no máximo não ficar reclamando demais pra não aborrecer as outras pessoas.

Muita gente no trabalho deve achar (ou tem certeza mesmo) que eu sou antissocial pra caramba, porque quase não interajo, quase nem converso (na verdade, o trabalho que eu faço, nem posso), e mesmo fora do trabalho meu círculo de amizade se restringe no trabalho mesmo. Diferente do tempo que eu trabalhava em outros lugares. Será que posso culpar meu signo e meu tipo sanguíneo?

Mas não sou hikkomori (gente que se tranca em casa em seu mundinho particular, nem sai nem pra comprar leite na esquina), se eu não saio como eu deveria, tenho três motivos - ou grana muito curta, ou estou cansada demais ou caindo o maior toró. Aí eu aproveito para ler, para assistir meus DVDs, para estudar. Bem, e voltar a fazer trabalhos manuais, algo que eu fazia muitos anos atrás e hoje estou parada... *vergonha*

Talvez por eu ter vindo sozinha aqui, morado um ano e tanto numa cidade no meio do nada com pouquissimos compatriotas, eu tive que me virar na língua japonesa depois de eu ter passado mal com um ramen feito de pimenta vermelha e eu achando que fosse de tomate por pura ignorância ao ler um menu inteiramente em japonês e em kanji. E talvez por isso eu ainda consigo ir pra cima e pra baixo sem tanta dificuldade como no início. Mas isso varia de pessoa pra pessoa, nem posso condenar aquelas que nem têm ânimo em querer conhecer (mas que essas pessoas não fiquem reclamando e achando ruim daquelas que conseguem se virar nos trinta).

O jeito é a gente ignorar certas coisas na vida, porque nada vai acrescentar, e tocar a vida sem prejudicar as outras.

Imagem: via tumblr @azul3104 do CM da Kirin Ichiban shibori em 2016 (ainda acho que o Ninomiya está coçando o gato do que fazendo carinho nele).

O título é a primeira frase da música dos Beatles, "Tomorrow Never Knows".

Monday, March 27, 2017

Quando o dia rende (e muito)



Quem me conhece, sabe que quase todo mês estou indo nos eventos no Big Sight Tokyo ou no Tokyo Ryuutsu Center, locais onde realizam eventos estilo Comic Market da vida (os chamados "eventos de doujinshi"), e mesmo morando a seis horas de distância, continuo indo. Mesmo tendo que encarar seis ou sete horas tentando dormir numa posição só em uma viagem noturna de ônibus (shinkansen só em último caso mesmo), eu ainda resisto. E outra: aproveito para ir em outros lugares também.

Friday, March 24, 2017

Seis anos



Onze de março de 2011, duas e quarenta e seis da tarde.

Para muitos, ainda será uma data que dificilmente será esquecida (bem como desde o terremoto de Kanto, de 1923, cuja data tornou-se "oficialmente" sendo o dia nacional de prevenção contra desastres naturais), porque foi algo que mudou a vida de muita gente (tanto aqui como no mundo).

Muitas vezes eu lembro do ocorrido e agradeço por ainda estar aqui. E orar para aqueles que pereceram ou desapareceram. Orar para agradecer pelo dia de hoje, perdoar pelos erros cometidos e seguir a vida.

Sequelas ainda existem, mas lições são tomadas para que evitemos cair no mesmo erro.

Quando assisto às reportagens que relembram a data, uma parcela de pessoas vai pensar que "mas ainda ficam cutucando na ferida?", mas outra parcela prefere ver o lado positivo da vida - como nascimento de novas vidas, formatura, e recomeço.



Nos dias 9 e 10 de março deste ano, o programa matutino da Fuji Television, "Mezamashi Terebi" (nota: um dos primeiros programas que assisti aqui no Japão logo que eu cheguei), fizeram um especial em duas partes com dois newcasters. No dia 9, Kei Inoo (que participa nas quintas-feiras), apresentou a matéria em Miyagi. No dia 10, a apresentadora Yumi Nagashima, esteve em Fukushima.

A matéria era sobre as crianças que nasceram no mesmo dia em que aconteceu o terremoto, em questões de horas antes ou depois. E como elas estão hoje. No dia em que a reportagem foi ao ar, as crianças que nasceram em 2011 estariam ingressando no primeiro ano escolar no mês de abril.

Apesar desse infortúnio que pereceram milhares de vidas, outras perdidas, as pessoas ainda têm esperança de um dia melhor, e aos poucos estão refazendo a vida, tentando reconstruir o que perderam.

Sobre a história de pessoas que presenciaram o terremoto e maremoto na região de Tohoku, é de emocionar, e as imagens recentes da cidade de Ishinomaki partem o coração de qualquer um, mas ao ver crianças que nasceram depois da tragédia, e pensando no futuro (e sorrindo), a gente acaba vendo que nem tudo é tristeza nessa vida.

Fotos: via twitter por @jump_peta

Se ninguém tirou do YT, ainda deve ter o video do programa Mezamashi News do dia 9 de março de 2017 (user Rika JUMP), que tem a parte completa de Miyagi.








Thursday, March 16, 2017

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE em Doramas (Parte 6)

A saga continua, e se ir nesse ritmo vou terminar nas Olimpíadas de Tóquio.

Como eu costumo dizer, nos doramas da temporada, se alguém da JE atua, a probabilidade de ter um membro co-atuando é grande. São raros os doramas que não precisam de mais um para dar audiência, ops, para fazer parte da trama. No máximo num capítulo aleatório como convidado especial.

Muita gente pensa que tendo mais um na trama, ou a audiência aumenta ou o kouhai ganha mais experiência (seja boa ou ruim, mas tudo será válido pro futuro)...

Shingo Katori




Monday, March 13, 2017

Hit Parade Particular - Outtakes dos Carpenters




Dia 2 de março, se ainda estivesse entre nós, minha diva maior Karen Carpenter estaria fazendo 67 anos. Sério. Embora o último álbum de estúdio tenha saído em 1983, volta e meia sai algum relançamento e até músicas que foram gravadas mas nunca tinham entrado nos álbuns oficiais (como "As Time Goes By", em 2001). Impossível não lembrar das músicas que ela interpretava desde os tempos que ela baterista de um trio que formou com seu irmão Richard e com o amigo Wes Jacobs (o "Richard Carpenter Trio"), se bem que boa parte das músicas tinham dado como perdidas, mas a sorte que Richard ainda tinha os singles originais, na época da coletânea "From The Top" (1991).

Embora a discografia não seja tão extensa - onze álbuns originais de estúdio e várias coletâneas contendo outtakes e gravações que não entraram nos álbuns oficiais -, tem música que muita gente só de ouvir, já sabe. Mas tem outras que pouca gente conhece (ou só quem é fã mesmo), e, embora eu goste das mais conhecidas, existem outras tidas como "desconhecidas" e ouço também, e essas fazem parte do meu hit parade particular desta semana.

1 - "Dancing in the Street" (1966). Muita gente conhece a versão de Mick Jagger e David Bowie nos anos 80, que na verdade era cover dos anos 60 do grupo Martha and the Vandellas. Em 1968, quando ainda existia o Richard Carpenter Trio, a banda apareceu em um programa de TV da região, onde tocaram essa música. Quando descobriram o vídeo, era óbvio que a qualidade seria bem sofrível, mas vale a pena ouvir a versão da época (tem uma versão de 1974, mas com o acréscimo de metais e com ares de disco music) e ver a performance da Karen tocando bateria aos 16 anos (atentem para o visual bem sixties - minissaia e go-go boots).

2 - "The Rainbow Connection" (1980). A música original era do filme "The Muppet Movie", onde Caco, o sapo (Kermit, no original) canta no início da história. Era para ter entrado no álbum "Made in America" (1981), mas acabou sendo deixado de lado - até que muitos fãs enviaram muitas cartas para Richard que ele lançasse em algum álbum póstumo. O que acabou acontecendo, em 2001, no álbum "as time goes by". Esta música e a outra outtake que também está no álbum citado, "Leave Yesterday Behind", acabaram sendo incluidas no dorama da TBS no mesmo ano "Koi ga shitai, koi ga shitai, koi ga shitai" (Nota mental: preciso assistir de novo esse dorama porque o tema era legal e o elenco idem.)

3 - "Looking for Love"/"I'll be Yours"/"You'll love me" (1966): As duas primeiras músicas eram de um single gravado em um selo independente. Apenas 500 cópias foram prensadas e hoje tornou-se item de colecionador, pois as originais acabaram sendo perdidas em um incêndio na casa do produtor Joe Osborn, que havia fundado o selo, sendo produtor e instrumentista, e gravado algumas músicas. "You'll Love Me" foi gravado em 1967 quando Richard formou outro grupo - o "Summerchimes" - com colegas do coral da faculdade onde estudava (por sinal, três deles tornaram-se membros da banda de apoio da dupla - Gary Sims, John Bettis e Danny Woodhams).

4 - "Goodnight" (1969). A dupla era tão fãs dos Beatles que Karen chegou a comprar um kit de bateria igual a de Ringo Starr (inclusive da mesma marca). Além disso, eles gravaram algumas versões de músicas conhecidas (ou nem tanto assim), como "Ticket to Ride" (a mais conhecida), "Help!", "Baby It's You" (já era cover de Bacharach-Davis), "Nowhere Man" e "Can't Buy Me Love". "Goodnight", que era a música que encerrava o "White Album" do quarteto de Liverpool, foi gravada especialmente para um programa de rádio local.

5 - Medley (1973) - "Fun, Fun, Fun"/"The End of The World"/"Da Doo Ron Ron"/"Deadman's Curve"/"Johnny Angel"/"The Night Has A Thousand Eyes"/"Our Day Will Come"/"One Fine Day". No álbum "Now and Then", a dupla incluiu um medley dos anos 60, algo que eles haviam feito durante a turnê de 1972. A maioria de artistas conhecidos como Beach Boys, The Ronettes, Jan and Dean, Skeeter Davis, Shelley Fabares, Bobby Vee, Ruby and the Romantics e The Chiffons. Entre uma música e outra, fizeram como se fosse uma transmissão via rádio, com direito até a quiz show com o ouvinte, por conta do guitarrista Tony Peluso. A música "Our Day Will Come" foi regravada em 2002 (mas lançada postumamente em 2011) por Amy Winehouse.

Na turnê japonesa de 1974 (posteriormente registrado no álbum "Live in Japan"), incluiram também "Little Honda" (Beach Boys), "Runaway" (Del Shannon), "Leader of the Pack" (The Shangri-las) e "Johnny B. Goode" (Chuck Berry).

* Nota da autora: desta vez não postei os vídeos nem direcionei o link para os mesmos, porque sempre acontece dos vídeos sumirem por motivos diversos e que todo mundo já sabe, então, aconselho procurar no Google ou qualquer site.








Tuesday, February 14, 2017

O Caminho Que Escolhemos Seguir



Em meus quase vinte anos morando no exterior, um dos comentários mais óbvios que eu tenho que aguentar, mas ainda limito a responder "porque eu quis, oras", é "por que você escolheu permanecer aqui [no Japão] do que voltar pra sua terra natal e refazer a vida lá".

Cada um de nós escolhe seguir o caminho que mais lhe cabe bem (inclusive gente que acaba indo pro mau caminho, no sentido mais literal possível), agora se vai dar certo ou quebrar a cara, aí são outros quinhentos, mas a responsabilidade será da pessoa, não de terceiros (embora tentemos dar conselhos e dicas, se vai ouvir ou não, aí seria da pessoa que escolheu mesmo).

Mas o que mais me deixa mais chateada e vontade de sair correndo pra bem longe, é ouvir as pessoas criticando as escolhas de outras e inclusive delas mesmas. Já ouvi cada história que algumas seriam dignas de enredo de folhetim barato. Mas já ouvi histórias de superação e aceitação.

Não critico as pessoas que escolhem e acabam tendo resultados acima ou abaixo do esperado, porque todo mundo passa por fases que vão da escuridão e trevas e chegam ao arco-íris da felicidade (experiência própria). Por isso que eu prefiro ouvir quem superou as dificuldades do que aquelas que reclamam de tudo e nem se esforçam em melhorar (mas se escolheram isso, que podemos fazer?).

Por isso que sigo adiante, vou fazendo minha trilha.

Se escolhi ficar aqui, foi por minha livre e espontânea vontade.

Se escolhi trabalhar num lugar que me traz dores de cabeça, foi porque eu quis, porque tenho um objetivo e quero atingir o final.

O caminho você escolhe. Podemos te orientar, sugerir, advertir, mas o resto fica por sua conta e risco.

E a responsabilidade será sempre sua, não dos outros.

(Já conheci gente que tentou mudar de vida e acabou voltando para a casa dos pais. Literalmente.)

Mas, por favor, deixe a gente fazer nosso caminho em paz.


Imagem: Cena do dorama "Boku no Aruku Michi", cujo título do post seria a tradução do nome desse dorama (que fiquei de rever até hoje), via joyfile.kr

Tuesday, February 07, 2017

Vida Agridoce (ou porque eu não consigo entender as pessoas)

Sério: muitas vezes eu não entendo as pessoas. Se bem que, se eu começar a entender, acho que acabo tendo inúmeros nós na cabeça.

De muito tempo para cá, eu ouço/leio/vejo comentários de muitas pessoas reclamando de muitas coisas. Ok, reclamar até eu, mas parece que cada dia que passa, as coisas pioram. Não sei vocês que moram no exterior como eu, mas quando eu ouço/leio/vejo comentários do tipo "este país de *****, só vou ficar n anos e depois nunca mais", "volto para qualquer lugar, menos [insira o país aqui]", e por aí vai. Eu nem retruco para não sair briga, mas que dá vontade, eu juro que dá, mas a pessoa logo emenda que "ah, só vim pra cá porque lá a coisa anda feia e eu vim pra juntar dinheiro em dois anos e logo cair fora".

Vou falar a verdade: para quem está há quase duas décadas vivendo do outro lado do mundo, acostumou com o way of life daqui, já passou por tudo o que tinha que passar, ouvir/ler/whatever comentários como mencionados no parágrafo anterior, dá vontade de mandar a pessoa pro inferno, mas como para muitos casos a gente necessita ter paciência e cair em si que nem todo mundo tem a mesma opinião, o jeito é contar até vinte, engolir em seco e fazer meio que cara de paisagem. Ou ficar no han-han mesmo. Ou seja: melhor concordar a contragosto do que ficar duas horas brigando e não dar em nada.

Eu sei que morar no exterior é um desafio diário, mas a gente persiste e aprende com os erros. Claro que tudo tem seus prós e contras, não vou dizer que aqui seria o paraíso, mas também não seria um bicho de sete cabeças. Ou eu que tolero muita coisa, tento ser a mais natural possível, e me empenho em melhorar (especialmente na língua), ou eu que sou a diferente mesmo, tanto faz. E nem todo mundo compartilha da mesma idéia, não se acostuma, já coloca na mente que qualquer lugar que for no mundo é uma droga e não vê a hora de cair fora. E ai daquela pessoa que tentar provar o contrário.

O ruim é que pessoas reclamam, mas não fazem nada para melhorar. Acomodam-se, querem tudo mastigado, prontinho, saído do forno. E reclamam. Confesso que eu reclamo também, mas dependendo de cada caso, ou me empenho em melhorar, ou eu me empenho em ganhar mais paciência. Mudar de emprego, de casa, de cidade, etc., depende de muitos fatores, ainda mais morando no exterior. Primeiro de tudo, pensar no visto de permanência, porque pra renovar, é necessário comprovação de renda. Depois, fazer uma boa poupança, para casos emergenciais (espero que a partir deste mês eu consiga, porque olha...). E preparo psicológico para enfrentar entrevistas e estudar muito.

Apesar de ultimamente eu estar trabalhando quase direto, chegando em casa tarde, e dormindo mais tarde ainda, muitas vezes me pergunto como é que eu consigo fazer o que eu tenho que fazer (comida, limpeza, assistir meus programas favoritos, ler noticiários, dormir) e ainda aguentar uma jornada de trabalho de quase doze horas. Em pé. Fora que nos dias de folgo aproveito ou para dar um tapa na casa, ou dar uma ida na capital, ou se o tempo permitir mais ainda, ir para outra província. E ainda conseguir tirar bom proveito disso tudo.

Mas existem pessoas que reclamam e não fazem. Acham que pessoas são loucas (dependendo da pessoa, até acredito que algumas sejam mesmo), e o lado ruim para mim é que eu ouço e tenho que ficar quieta, porque ultimamente, qualquer argumento, gera discórdia.

Muitas vezes me pergunto, "por que essa pessoa está aqui sendo que não gosta?", "por que existem pessoas com tanto ódio no coraçãozinho (se é que tem um)?" O certo seria eu evitar muito contato com essas pessoas. Acho que até mesmo no Twitter (um dos poucos lugares que ainda me sinto bem), o pessoal anda meio de "ovo virado"...

Uma das coisas que faço diariamente antes de dormir e ao me levantar é agradecer por mais um dia que foi e estou viva e acordar bem para que o dia seja melhor. Agradecer por eu ter saúde e continuar trabalhando, para conseguir fazer as coisas que eu mais gosto (aka ir em shows, ir em eventos, comer, tomar café, encontrar as amigas que me fazem bem...). E olha que me faz um bem danado depois, me sinto mais leve e mais tranquila.

Espero que as outras pessoas possam fazer o mesmo, ao menos serem gratas por terem a oportunidade de trabalhar, de viver, de ter saúde, e estarem ao menos respirando e andando. Porque conheci muita gente que daria tudo para estarem no lugar delas e nem sequer podem sair da cama.